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Um Novo Professor para o Novo Normal - Telesapiens
out 20

Um Novo Professor para o Novo Normal

Trocar o quadro pela tela do computador para rabiscar o conhecimento. O pincel pela ponta dos dedos para conectar as informações. A atmosfera pela fibra ótica para levar voz e imagem. Será que é só isso que diferencia o ensino presencial do ensino a distância?

 

A maioria das escolas, frente à pandemia, resolveu experimentar as ferramentas de videoconferência na tentativa de retomar o processo de ensino-aprendizagem no ambiente doméstico de seus alunos. O resultado não poderia ser outro! Assistir a uma aula de 45 minutos sentado em uma cadeira, frente ao computador, é completamente diferente de estar assistindo à mesma aula em uma sala, em meio a seus colegas de classe e com a presença física de seu professor. As escolas tiveram que perceber isto a duras perdas. Mas, por que assistir às aulas nesses dois contextos é tão diferente assim? Para responder a essa pergunta, reunimos alguns argumentos em decorrência da experiência de mais de 20 anos da EaD no contexto da educação corporativa e do ensino superior. Vamos a eles?

 

  1. DISPERÇÃO: Em casa, a concorrência com elementos externos ao contexto da aula, como os jogos eletrônicos, a TV e a geladeira, influenciam diretamente a curva de atenção do aluno, dispensando o seu foco e, consequentemente, reduzindo sua capacidade de absorção do conhecimento.
  2. ERGONOMIA: Estar sentado em frente ao computador, com o olhar fixo para uma tela, sem poder olhar do lado e respirar o oxigênio de sua sala de aula, faz com que 5 minutos de videoconferência pareçam ser mais de uma hora de aula, ou seja, enfadonho, monótono e improdutivo. Os aspectos ergonômicos e a usabilidade de seu computador também interferem diretamente no rendimento da aprendizagem.
  3. PASSIVIDADE: Embora não seja um problema especificamente relacionado ao tele-estudo, o fato de o professor ter que lidar com as limitações de uma ferramenta de videoconferência expõe todas as fragilidades de seu método de ensino que, até os dias de hoje, são normalmente baseados na transmissão de conhecimento, onde a informação flui do professor para o aluno, que a receba de forma passiva, sem protagonismo.

 

Poderíamos prosseguir com inúmeras outras observações a respeito dos problemas relacionados ao tele-ensino (ou ensino remoto), mas o importante é perceber que os problemas apontados acima estão relacionados, não propriamente ao uso da tecnologia, mas ao método de ensino utilizado pelos professores, que se fragiliza a partir do momento em que ele perde o controle da presencialidade de seu aluno. Sem este controle, a única forma de prender a atenção do aluno é induzir a aprendizagem ao invés de transmitir conhecimento. E para isto, os recursos didáticos digitais favorecem sobremaneira essas práticas, como a sala de aula invertida, a aprendizagem baseada em games, o ensino adaptativo, entre muitas outras técnicas baseadas em metodologias ativas de aprendizagem.

 

No novo normal, por mais que as escolas tentem ignorar toda a experiência vivenciada em 2020, não há mais como esconder as fragilidades do velho jeito de se ensinar. O novo professor precisa repensar suas técnicas, posicionando-se muito mais como um facilitador da aprendizagem do que como um transmissor de conhecimento. Afinal, não tem como competir com um mundo de informações disponíveis na Internet. Estamos falando de milhões de vídeos, textos, infográficos, podcasts e dezenas de novos recursos de que o aluno pode dispor gratuitamente, a qualquer hora e de qualquer lugar. Em vez de lutar contra isto, o novo educador precisa se apropriar desse universo e conduzir seus alunos para deles extrair o que há de melhor em termos de trilhas de aprendizagem.

 

O mundo mudou. A educação está mudando. Vamos transformar nossos estudantes em protagonistas de seu próprio aprendizado? Fazendo isto, promoveremos a verdadeira mudança para cocriarmos a educação na Nova Terra!

 

David Stephen (20/out/2020)

CEO da TeleSapiens/OniLearning

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